Auscultadores por indução óssea: sabe o que é? Basta olhar para os mais recentes auscultadores topo-de-gama da Sony para perceber que estamos perante uma tecnologia original e bizarra para conceber este tipo de dispositivos.Esqueça os modelos in-ear tão em voga; esqueça também as versões cujas esponjas amparam o ouvido e mergulham o utilizador na música reproduzida; os PFR-V1 Personal Field possuem um desenho "aberto" e partem de dois tipos de emissão sonora: as frequências médias e altas estão a cargo de drives esféricas apontadas aos ouvidos (algo como micro-colunas de som suspensas no ar); e as frequências baixas partem de um tubo reflex que encosta dentro do ouvido, junto ao osso, fazendo-o vibrar e receber os sons graves.
Se o princípio tem tanto de original como de discutível, a verdade é que o "som de qualidade audiófila" apregoado pela Sony se confirma, pelo menos nos testes que a Gadget Magazine realizou na semana passada, durante a apresentação que a Sony fez destes auscultadores.
É algo como ouvir música a partir de colunas convencionais, com um palco muito amplo, mas que apenas alimentam os ouvidos de um único utilizador.

Outra das notas em destaque é a extrema suavidade com que a música é ouvida, fazendo jus ao termo Personal Field que o fabricante usa na designação destes auscultadores. Seja a que volume for, o que ouvimos é um campo sonoro que paira à nossa volta, e não um ponto de contacto encostado aos ouvidos, que depois emite música.
O único senão PFR-V1 é exactamente o seu preço: um preço acima dos 400 euros pode justificar toda a tecnologia empregue na sua concepção, mas também compra muitos sistemas de som... completos.
Disponibilidade prevista para Maio.
Informações: Sony
Fonte: apresentação Sony